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14 de junho de 2015

Por Que Precisamos do Livro de Mórmon?

Existem muitas razões pelas quais o Livro de Mórmon é importante em nossa época.

Algumas pessoas podem perguntar por que precisamos do Livro de Mórmon se já temos a Bíblia. De fato, Jesus Cristo testificou que isso ia acontecer (ver 2 Néfi 29:3). Existem muitas razões pelas quais o Livro de Mórmon é importante em nossos dias (para exemplo, ver 2 Néfi 29:7–11). A seguir estão apenas alguns dos motivos pelos quais ele é essencial.

Outro Testamento de Jesus Cristo

As escrituras nos mostram um padrão de utilização de várias testemunhas para estabelecer a verdade na Igreja de Cristo. O Livro de Mórmon acrescenta uma segunda testemunha à Bíblia como um testemunho de Cristo. O Élder Mark E. Petersen (1900–1984), do Quórum dos Doze Apóstolos, disse certa vez: “A principal razão de termos o Livro de Mórmon é que pela boca de duas ou três testemunhas, todas as coisas serão estabelecidas. (Ver 2 Coríntios 13:1). Temos a Bíblia e temos também o Livro de Mórmon. Eles constituem duas vozes — dois livros de escrituras — de dois povos antigos bem separados um do outro, ambos prestando testemunho da divindade do Senhor Jesus Cristo”.1 O Presidente Ezra Taft Benson (1899–1994) acrescentou: “Não devemos esquecer que o próprio Senhor nos deu o Livro de Mórmon como Sua principal testemunha”.

A Plenitude do evangelho

Sabemos que “coisas claras e preciosas (…) foram removidas” da Bíblia com o passar do tempo (1 Néfi 13:40). O Livro de Mórmon esclarece a doutrina de Cristo e traz a plenitude do evangelho novamente à Terra (ver 1 Néfi 13:38–41). O Livro de Mórmon, por exemplo, ajuda-nos a saber que o batismo deve ser realizado por imersão (ver 3 Néfi 11:26) e que as criancinhas não precisam ser batizadas (ver Morôni 8:4–26).

Ponto Central da Igreja Restaurada

Joseph Smith testificou que o Livro de Mórmon é “a pedra angular de nossa religião”.3 Como sabemos disso, não parece coincidência que A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias tenha sido organizada em 6 de abril de 1830, apenas 11 dias após o Livro de Mórmon ter sido disponibilizado ao público, em 26 de março de 1830. A Igreja só foi organizada quando seu livro de escrituras fundamental estava disponível para seus membros.

Duas Testemunhas

“A Bíblia é uma testemunha de Jesus Cristo, o Livro de Mórmon é outra. Por que essa segunda testemunha é tão crucial? A seguinte ilustração pode ajudar: quantas linhas retas você pode traçar, passando por um único ponto, em uma folha de papel? A resposta é: infinitas. Suponha agora que esse ponto único representa a Bíblia, que as centenas de linhas retas traçadas passando por esse ponto representam as diferentes interpretações da Bíblia e que cada uma dessas interpretações representa uma igreja diferente.
“O que aconteceria, porém, se naquela folha de papel houvesse um segundo ponto representando o Livro de Mórmon? Quantas linhas retas você pode desenhar passando por esses dois pontos de referência: a Bíblia e o Livro de Mórmon? Apenas uma. Apenas uma interpretação das doutrinas de Cristo sobrevive ao testemunho dessas duas testemunhas.
“Vez após vez, o Livro de Mórmon age como uma testemunha confirmadora, esclarecedora e unificadora das doutrinas ensinadas na Bíblia” (Élder Tad R. Callister, da Presidência dos Setenta, “O Livro de Mórmon — Um Livro de Deus”, Liahona, novembro de 2011, p. 75).

27 de setembro de 2010

Bíblia Sagrada

Algumas pessoas não sabem quão profunda é a influência da Bíblia na fé dos Santos dos Últimos Dias e em nosso modo de vida. Por exemplo, nós Santos acreditamos na divindade de Cristo, no milagre de Sua graça tal como ensinado pelo Apóstolo Paulo (ver Efésios 2:8-10; 2Néfi 25:23), cremos na necessidade de obras como ensinado por Tiago (ver Tiago 2:19-20; Alma 9:28), na grandesa do amor como testemunhado por João (ver1 João 3:1-2; Moroni 7:45-48), na ressurreição dos mortos através do Senhor Jesus Cristo (ver 1 Coríntios 15; Helamã 14:15-18) , e muitas outras doutrinas que são ensinadas na Bíblia.
Grande parte da Regras de Fé foi baseado nas palavras do apóstolo Paulo e outros textos do Novo Testamento. Várias revelações recebidas pelo profeta Joseph Smith foram ditadas pelo seu desejo de compreender o significado de passagens na Bíblia.
Por exemplo: depois de ler João 5:29, Joseph Smith perguntou ao Senhor com relação à Sua referência à “ressurreição dos injustos” e em resposta Joseph recebeu a resplandecente revelação dos três graus de glória no mundo vindouro (ver D&C 76).


A organização de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias segue o modelo encontrado no Novo Testamento, isto é: a Igreja é dirigida por “Apóstolos e profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra de esquina”. (Efésios 2:20), uma presidência de três (tal como Pedro, Tiago e João formavam a presidência na ocasião em que Cristo os chamaram), e quóruns dos setentas para levarem o Evangelho ao mundo (veja Lucas 10:1). A Igreja também tem outros ofícios tais como Elderes, Bispos, Mestres, Diáconos, Evangelistas, e assim por diante. (ver Efésios 4:11; Filipenses 1:1; 1 Timóteo 5:17; Tito 1:7).

Muitas das ordenanças de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias são encontradas na Bíblia. Nós praticamos as ordenanças do Novo Testamento, batismo por imersão na água (ver João 3:23; D&C 20:73-74), a imposição de mãos para conferir o dom do Espírito Santo (ver Atos 8:14-17; Moroni 2), o sacramento da Ceia do Senhor (ver1 Coríntios 11:23-25; D&C 20:75-79), e a imposição de mãos para concessão do Sacerdócio (ver 1Timótio 4:14; Moroni 3), tal como claramente mencionada mas largamente incompreendida ordenança do batismo a favor das pessoas que morreram (ver1 Coríntios 15:29; D&C 127:28).

Além disso, nós Santos dos Últimos Dias pagamos o dízimo (ver Malaquias 3:8; Mateus 2323; D&C 119), chamamos os élderes para ungir com óleo os doentes em nome do Senhor (ver Tiago 5:14; D&C 42:43-51), e jejuamos e oramos frequentemente (ver Mateus 6:17-18; Alma 6:6). Até mesmo o casamento plural (D&C 132) e o uso comum da propriedade na lei de consagração, que foi praticada por certo período da história mórmon como instruído por Deus (ver D&C 42: 51; 83; 104), encontram paralelos óbvios na Bíblia (ver Gênesis 16:1-3; Deuteronômio 21:15; e Atos 2:44). Em diversas maneiras tais como essas, nós Santos demonstramos nossa crença na Bíblia, não somente por palavras e pensamentos, mas também por obra e ação.

Cremos em Deus, o Pai Eterno, e em seu Filho Jesus Cristo, e no Espírito Santo (ver Regras de Fé, 1:1). Juntamo-nos a Paulo e confessamos a Deus: “Dando graças ao Pai que nos fêz idôneos para participar da herança dos santos na luz; o qual nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o reino do seu amor; em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados;”. (Colossenses 1:12-14).

Todos nós, santos louvamos a Deus: “Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem; o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos”. (1 Timóteo 2:3-6). Saudamos a todo o mundo, na esperança de que “a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, em comunhão com o Espírito Santo”, esteja com todos (2 Coríntios 13:14). Tal confissão da Bíblia é inteiramente abraçada por todos nós, santos dos últimos dias.